{"id":12345,"date":"2025-10-21T08:37:00","date_gmt":"2025-10-21T11:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/?post_type=news&#038;p=12345"},"modified":"2025-10-29T16:28:39","modified_gmt":"2025-10-29T19:28:39","slug":"dor-que-vira-arte-livro-revela-como-o-teatro-pode-ser-vetor-de-cura-simbolica","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/comunicacao\/noticias\/pesquisa-e-inovacao\/dor-que-vira-arte-livro-revela-como-o-teatro-pode-ser-vetor-de-cura-simbolica\/","title":{"rendered":"Dor que vira arte: livro revela como o teatro pode ser vetor de cura simb\u00f3lica"},"content":{"rendered":"\n<p>Em meio \u00e0s marcas profundas do trauma, o teatro pode encontrar na dor caminhos para extrair uma pot\u00eancia criativa. A arte, assim, torna-se espa\u00e7o de elabora\u00e7\u00e3o e cura simb\u00f3lica, dando corpo \u00e0s experi\u00eancias traum\u00e1ticas individuais \u2013 como o abandono, o racismo e a viol\u00eancia sexual \u2013, mas que atravessam toda uma coletividade. O tema \u00e9 abordado de forma cr\u00edtica e sens\u00edvel no livro&nbsp;<em>Teatro e trauma: tr\u00eas experi\u00eancias de cria\u00e7\u00e3o<\/em>, de autoria da professora Denise Pedron, do Teatro Universit\u00e1rio da UFMG.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Publicada&nbsp;pela Editora Javali, a obra \u00e9 resultado da pesquisa de p\u00f3s-doutorado em Psicologia e Teatro da docente,&nbsp;desenvolvida no Instituto de Psicologia e na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e no Instituto Universit\u00e1rio de Lisboa, em Portugal. O trabalho&nbsp;foi defendido&nbsp;em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c0s voltas com a elabora\u00e7\u00e3o de meu projeto de p\u00f3s-doutorado, eu estava buscando, de alguma forma, uma articula\u00e7\u00e3o entre dois campos de saberes que me acompanham j\u00e1 h\u00e1 bastante tempo na minha trajet\u00f3ria acad\u00eamica, a arte e a psican\u00e1lise, mas n\u00e3o sabia exatamente onde poderia se dar&nbsp;esse encontro. Demorei a perceber que essa articula\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava presente, h\u00e1 algum tempo, tanto em minha trajet\u00f3ria de artista quanto de pesquisadora&#8221;, diz Pedron.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/app\/uploads\/2025\/10\/Denise-Pedron-1-336x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Denise Pedron \u00e9 diretora, dramaturga e artista-pesquisadora\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tDenise Pedron \u00e9 diretora, dramaturga e artista-pesquisadora\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Matheus Soriedem\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Arte e psican\u00e1lise<br><\/strong>Denise Pedron trabalha com a cria\u00e7\u00e3o teatral desde 1996, quando integrava o Grupo de Teatro Mayombe, que se dedica \u00e0 pesquisa sobre o teatro latino-americano sob a dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Sara Rojo, professora da Faculdade de Letras (Fale) da UFMG. Ela conta como foram os primeiros passos no teatro. \u201cNaquele ano, eu cursava Letras na UFMG e trabalhava como professora de portugu\u00eas para estrangeiros no Cenex, quando conheci a professora Sara Rojo. Na ocasi\u00e3o, conheci tamb\u00e9m o trabalho do Mayombe, grupo de teatro hisp\u00e2nico dirigido por ela.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O interesse de Denise pelos trabalhos do grupo levou-a a trilhar caminhos no teatro, participando de oficinas e&nbsp;trabalhando com grupos. No mestrado, ela&nbsp;pesquisou teatro&nbsp;e, no doutorado,&nbsp;performance. Em 2014, ela iniciou uma forma\u00e7\u00e3o como analista no C\u00edrculo Psicanal\u00edtico de Minas Gerais, destinado \u00e0 transmiss\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o permanente em psican\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi olhando com cuidado para os \u00faltimos trabalhos art\u00edsticos dos quais participei e percebi que todos foram concebidos a partir da elabora\u00e7\u00e3o de viv\u00eancias traum\u00e1ticas. Todos continham&nbsp;elementos rituais, carregados de simbologias, e de alguma maneira falavam tamb\u00e9m de cura.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa analisa tr\u00eas processos c\u00eanicos contempor\u00e2neos:&nbsp;<em>Domingo&nbsp;<\/em>(2016), realizado com Cida Falabella,&nbsp;<em>Fonte de cura<\/em>&nbsp;(2020), de Jack Diniz, e&nbsp;<em>Fala&nbsp;<\/em>(2021), de Paloma Mackeldy. \u201cRevisando cuidadosamente os processos criativos, percebi que os tr\u00eas trabalhos tinham inicialmente esse ponto em comum, o da elabora\u00e7\u00e3o de um trauma individual que aponta para subjetividades coletivas, ao trazer \u00e0 cena viv\u00eancias de abandono, racismo e viol\u00eancia sexual, respectivamente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"large\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"400\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/app\/uploads\/2025\/10\/Cena-do-filme-Fonte-de-cura-de-Jack-Diniz-712x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Cena do filme 'Fonte de cura', de Jack Diniz, um dos processos de cria\u00e7\u00e3o analisados no livro de Denise Pedron\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tCena do filme &#8216;Fonte de cura&#8217;, de Jack Diniz, um dos processos de cria\u00e7\u00e3o analisados no livro de Denise Pedron\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Jack Diniz\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p>Denise explica que, ao analisar os trabalhos realizados nos \u00faltimos sete anos, seja como artista, diretora ou orientadora de processos criativos, entendeu a necessidade de refletir sobre os processos que foram constru\u00eddos com base em viv\u00eancias traum\u00e1ticas e sua elabora\u00e7\u00e3o por meio da arte. As leituras sobre essa&nbsp;tem\u00e1tica se intensificaram, e a pesquisadora passou a tamb\u00e9m mapear outros trabalhos teatrais que dialogassem com esse universo.<\/p>\n\n\n\n<p>Denise Pedron explica&nbsp;que a interface entre a performance, o teatro e a psican\u00e1lise esteve presente em seus trabalhos ao longo da \u00faltima d\u00e9cada. Ela integra o N\u00facleo de Estudos em Est\u00e9ticas do Perform\u00e1tico e Experi\u00eancia Comunicacional (Neepec), do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o Social da UFMG, que encara&nbsp;a performance como inspira\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica e investiga formas de comunica\u00e7\u00e3o que privilegiam a articula\u00e7\u00e3o entre o corpo, os textos visuais, sonoros e verbais. As quest\u00f5es interseccionais de ra\u00e7a e g\u00eanero fazem parte dos interesses da pesquisadora, coordenadora e uma das idealizadoras e do Festival de Teatro Negro da UFMG, promovido pelo Teatro Universit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Do fazer teatral ao p\u00fablico<br><\/strong>Dor, luto, prazer, medo, amor e resist\u00eancia s\u00e3o experi\u00eancias comuns \u00e0 vida. Cada indiv\u00edduo vivencia a singularidade de suas pr\u00f3prias lutas, mas que, de alguma forma, dialogam com o coletivo. Acerca dessa rela\u00e7\u00e3o, a pesquisadora ressalta a import\u00e2ncia da subjetividade para conferir legitimidade \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, sobretudo na discuss\u00e3o de temas relevantes, como ra\u00e7a, g\u00eanero, classe e sexualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA psicanalista Colette Soler (2021) come\u00e7a seu livro,&nbsp;<em>De um trauma ao outro<\/em>, dizendo: \u2018Estamos na era dos traumatismos\u2019. Essa afirma\u00e7\u00e3o, feita de maneira t\u00e3o ampliada, refor\u00e7a a ideia da import\u00e2ncia de se pensar a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e tamb\u00e9m, por consequ\u00eancia, a sociedade em rela\u00e7\u00e3o ao trauma. Hoje, a subjetividade, a representatividade e o lugar de fala dos sujeitos ganham destaque tanto na cria\u00e7\u00e3o como na vida.\u201d<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/app\/uploads\/2025\/10\/Capa-de-Teatro-e-trauma-336x445.png\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Livro aborda a interface entre teatro e psican\u00e1lise\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tLivro aborda a interface entre teatro e psican\u00e1lise\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: divulga\u00e7\u00e3o | Editora Javali\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p>Esses aspectos s\u00e3o discutidos na obra pela pesquisadora, que ressalta um desafio necess\u00e1rio para os artistas no seu fazer teatral: falar em seu pr\u00f3prio nome. \u201cEmbora existam maneiras plurais de se fazer teatro, essa vincula\u00e7\u00e3o entre cria\u00e7\u00e3o e quest\u00f5es existenciais \u00e9 bastante percept\u00edvel no teatro contempor\u00e2neo. O forte car\u00e1ter conceitual e simb\u00f3lico, a narra\u00e7\u00e3o e a elabora\u00e7\u00e3o das viv\u00eancias subjetivas dos artistas em cena est\u00e3o muito presentes hoje na cria\u00e7\u00e3o. N\u00e3o deixar isso de lado&nbsp;\u00e9 uma escolha do artista, que quer falar em seu pr\u00f3prio nome e defender os ideais que acredita a partir de suas viv\u00eancias e experi\u00eancias pessoais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Do outro lado est\u00e1 o espectador, que, por sua vez, tamb\u00e9m pode encontrar experi\u00eancias transformadoras ao testemunhar as narrativas vivenciadas em cena. \u201cAo trazer para a inst\u00e2ncia da representa\u00e7\u00e3o a experi\u00eancia traum\u00e1tica e ao conferir sentido a ela, o artista \u00e9 amparado afetivamente pelo espectador que compartilha desse encontro que se d\u00e1 por meio da arte. Assim como na psican\u00e1lise, o trabalho neste tipo de teatro \u00e9 um trabalho sobre si ou para dentro de si, tanto para quem prop\u00f5e o acontecimento como para quem participa dele, na medida em que o que se vivencia permite a produ\u00e7\u00e3o de um saber sobre si mesmo, para quem tomou a decis\u00e3o de constru\u00ed-lo\u201d, explica Pedron.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica acess\u00edvel<br><\/strong>A autora diz ser gratificante ver uma pesquisa de anos sistematizada e publicada de maneira t\u00e3o cuidadosa. Ao ser questionada sobre como a publica\u00e7\u00e3o pode contribuir para a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mais acess\u00edvel, ela responde: \u201cSem d\u00favida, \u00e9 uma forma de aproximar a pesquisa do p\u00fablico em geral\u201d. Apesar de ser o resultado de uma pesquisa acad\u00eamica, Denise afirma que a obra foi escrita em uma linguagem bastante acess\u00edvel, destinada \u00e0queles que gostam e\/ou fazem teatro, e tamb\u00e9m aos que se interessam pela interface entre teatro e psican\u00e1lise, mas que n\u00e3o s\u00e3o especialistas na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMinha ideia \u00e9 que as pessoas&nbsp;possam ter este livro como uma refer\u00eancia, uma introdu\u00e7\u00e3o para pensar essa rela\u00e7\u00e3o entre teatro e trauma, uma rela\u00e7\u00e3o muito presente no teatro contempor\u00e2neo, muito mais presente no fazer art\u00edstico do que teorizada. Eu gostaria de contribuir nesse sentido: abrir o campo de reflex\u00e3o sobre pe\u00e7as contempor\u00e2neas que trazem e explicitam a articula\u00e7\u00e3o entre teatro e trauma&#8221;.&nbsp;Em suma:&nbsp;provocar perguntas que n\u00e3o se esvaem com o fim da leitura.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Livro<\/strong>:&nbsp;<em><a href=\"https:\/\/www.editorajavali.com\/product-page\/teatro-e-trauma-de-denise-pedron?srsltid=AfmBOoqnKpcb1bvIWilQ5QV5jlpIznfXnRA_XtWJwFDC6Q6Zbaq6-Kq-\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Teatro e trauma: tr\u00eas experi\u00eancias de cria\u00e7\u00e3o<\/a><\/em><br><strong>Autora<\/strong>: Denise Pedron<br>Editora Javali<br>R$ 55 \/ 160 p\u00e1ginas<\/p>\n","protected":false},"featured_media":12346,"template":"","class_list":["post-12345","news","type-news","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news\/12345","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12346"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}