{"id":16336,"date":"2025-03-10T11:00:00","date_gmt":"2025-03-10T14:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/?post_type=news&#038;p=16336"},"modified":"2026-02-22T09:36:27","modified_gmt":"2026-02-22T12:36:27","slug":"mulheres-indigenas-podem-reflorestar-o-pensamento-afirma-celia-xakriaba","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/comunicacao\/noticias\/coberturas-especiais\/mulheres-indigenas-podem-reflorestar-o-pensamento-afirma-celia-xakriaba\/","title":{"rendered":"Mulheres ind\u00edgenas podem &#8216;reflorestar o pensamento&#8217;, afirma C\u00e9lia Xakriab\u00e1"},"content":{"rendered":"\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/app\/uploads\/2025\/03\/Captura-de-tela-2026-01-15-153556-e1768502326883-336x445.png\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"C\u00e9lia Xakriab\u00e1 durante grava\u00e7\u00e3o do programa 'Aqui tem ci\u00eancia', da R\u00e1dio UFMG Educativa\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tC\u00e9lia Xakriab\u00e1 durante grava\u00e7\u00e3o do programa &#8216;Aqui tem ci\u00eancia&#8217;, da R\u00e1dio UFMG Educativa\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Bruno Ihara | Redes Sociais UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 como se fosse um \u2018movimento flecha\u2019: s\u00f3 chega mais adiante quem tem sabedoria de voltar um pouco \u00e0 fonte do conhecimento da ci\u00eancia ancestral.\u201d&nbsp;\u00c9 assim que C\u00e9lia Xakriab\u00e1, primeira mulher ind\u00edgena a se tornar doutora pela UFMG, explica o significado do t\u00edtulo de sua tese,&nbsp;<em>Ancestraliterra: sabedoria ind\u00edgena na pol\u00edtica e na universidade<\/em>, defendida, em 2024,&nbsp;no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C\u00e9lia cumpre seu&nbsp;primeiro mandato como deputada federal pelo PSOL e \u00e9&nbsp;representante da chamada Bancada do Cocar, e sua trajet\u00f3ria como pesquisadora \u00e9 menos conhecida. Em 2013, graduou-se na Forma\u00e7\u00e3o Intercultural para Educadores Ind\u00edgenas (Fiei) da UFMG e em 2018 concluiu o&nbsp;<a href=\"https:\/\/cds.unb.br\/ppg-cds\/mestrado\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">mestrado&nbsp;em Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/a>&nbsp;na Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No novo epis\u00f3dio do&nbsp;<em>Aqui tem ci\u00eancia<\/em>, da R\u00e1dio UFMG Educativa \u2013 o primeiro de uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/ufmg.br\/comunicacao\/noticias\/aqui-tem-ciencia-destaca-mulheres-em-nova-serie\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">s\u00e9rie dedicada a mulheres pesquisadoras<\/a>, que tamb\u00e9m abordam quest\u00f5es de g\u00eanero&nbsp;em seus trabalhos \u2013, C\u00e9lia fala sobre o papel das ind\u00edgenas,&nbsp;que ela chama de &#8220;mulheres-semente&#8221;,&nbsp;como defensoras do clima e do planeta, al\u00e9m de protagonistas do processo de&nbsp;\u201creflorestar o pensamento\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00f3s temos o projeto de reflorestar mentes e cora\u00e7\u00f5es para a cura da terra. S\u00f3 reflorestaremos do lado de fora se reflorestarmos tamb\u00e9m o pensar a universidade, a ci\u00eancia,&nbsp;se reflorestarmos a pol\u00edtica, a economia, a arte, as telas, o imagin\u00e1rio da sociedade brasileira\u201d, defende.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u2018Mulheritura\u2019 e escreviv\u00eancia\u2019<\/strong><br>Assim como no t\u00edtulo, a tese apresenta&nbsp;diversos neologismos, que resultam do que a autora chama de \u201cconscientiza\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica\u201d: a ideia de que as palavras devem ser criadas de acordo com a evolu\u00e7\u00e3o da sociedade. \u201cEu falo de \u2018mulheritura\u2019, \u2018mulhera\u00e7\u00e3o\u2019, porque para enfrentar os projetos de destrui\u00e7\u00e3o, de minera\u00e7\u00e3o, somente muita &#8216;mulhera\u00e7\u00e3o&#8217;\u201d, justifica. \u201cN\u00e3o h\u00e1 processo de luta que n\u00e3o gere conhecimento. Antes de escrever meu livro na literatura, o que n\u00f3s fazemos e escrevemos \u00e9 \u2018lutalitura\u2019\u201d, prossegue.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPerguntam para mim onde est\u00e1 a intelectualidade da mulher ind\u00edgena. Ser\u00e1 que eles pensam que est\u00e1 em um lugar diferente, n\u00e3o na cabe\u00e7a?\u201d, questiona. \u201cRealmente est\u00e1 em muitos lugares, n\u00e3o em um \u00fanico lugar. O conhecimento est\u00e1 no nosso corpo, olhar, no nosso ouvir, na nossa voz, na n\u00e3o&nbsp;voz.\u201d<br><br>Ao desenvolver a pesquisa, uma das premissas foi valorizar o conhecimento ind\u00edgena e de&nbsp;outras mulheres no referencial te\u00f3rico. Entre elas, a escritora Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, uma das integrantes da banca de avalia\u00e7\u00e3o da tese, autora do conceito de \u201cescreviv\u00eancia\u201d: &#8220;\u00c9&nbsp;aquilo que a gente vive&nbsp;a partir das nossas trajet\u00f3rias, dos nossos conhecimentos, que s\u00e3o coletivos, n\u00e3o somente uma teoria\u201d, explica C\u00e9lia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/5bGrZ2Djgf7Wr3D1YnYMcj?utm_source=generator\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/5bGrZ2Djgf7Wr3D1YnYMcj?utm_source=generator\">Ou\u00e7a a conversa de C\u00e9lia Xakriab\u00e1 com Alessandra Ribeiro e J\u00falia Rhaine, da equipe do&nbsp;<em>Aqui tem ci\u00eancia<\/em><\/a>:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assista \u00e0 defesa da tese:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"DEFESA DA TESE DE DOUTORADO DE CELIA XAKRIABA\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WEOqgnFOWFQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Raio-x da pesquisa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>T\u00edtulo:<\/strong>&nbsp;<em>Ancestraliterra: sabedoria ind\u00edgena na pol\u00edtica e na universidade<br><\/em><strong>Autora:<\/strong>&nbsp;C\u00e9lia Nunes Correa (C\u00e9lia Xakriab\u00e1)<br><strong>O que \u00e9:<\/strong>&nbsp;tese de doutorado que prop\u00f5e a integra\u00e7\u00e3o entre os conhecimentos ind\u00edgenas e acad\u00eamicos, valorizando o saber das \u201cmulheres-semente\u201d, t\u00e3o fundamental para a ci\u00eancia quanto o conhecimento produzido nas universidades.<br><strong>Programa de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;Antropologia<br><strong>Orientadora:<\/strong>&nbsp;Ana Fl\u00e1via Moreira Santos<br><strong>Ano da defesa<\/strong>: 2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O epis\u00f3dio 193 do&nbsp;<em>Aqui tem ci\u00eancia<\/em>&nbsp;tem produ\u00e7\u00e3o de J\u00falia Rhaine, roteiro e apresenta\u00e7\u00e3o de Alessandra Ribeiro e trabalhos t\u00e9cnicos de Breno Rodrigues e Cl\u00e1udio Zaz\u00e1. O programa \u00e9 uma p\u00edlula radiof\u00f4nica sobre estudos realizados na UFMG e abrange todas as \u00e1reas do conhecimento. A cada semana, a equipe apresenta os resultados de uma pesquisa desenvolvida na Universidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<em>Aqui tem ci\u00eancia<\/em>&nbsp;vai ao ar na frequ\u00eancia 104,5 FM e na&nbsp;<a href=\"https:\/\/ufmg.br\/comunicacao\/radio-ufmg-educativa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">p\u00e1gina da emissora<\/a>, \u00e0s segundas, \u00e0s 11h, com reprises \u00e0s sextas, \u00e0s 20h, e pode ser ouvido tamb\u00e9m em plataformas de \u00e1udio como&nbsp;<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/show\/7CKbqAoHOXqifLQ3WCCupW?si=7a80353fc8544736\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Spotify<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/music.amazon.com.br\/podcasts\/c831a1b5-5369-42ef-a814-17d69604d74a\/aqui-tem-ci%C3%AAncia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Amazon Music<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":16340,"template":"","class_list":["post-16336","news","type-news","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news\/16336","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16340"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16336"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}