{"id":17277,"date":"2026-02-13T08:11:00","date_gmt":"2026-02-13T11:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufmg.br\/?post_type=news&#038;p=17277"},"modified":"2026-02-20T12:19:45","modified_gmt":"2026-02-20T15:19:45","slug":"sob-pressao-climatica-amazonia-muda-estrategia-para-sobreviver-a-seca","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/comunicacao\/noticias\/pesquisa-e-inovacao\/sob-pressao-climatica-amazonia-muda-estrategia-para-sobreviver-a-seca\/","title":{"rendered":"Sob press\u00e3o clim\u00e1tica, Amaz\u00f4nia muda  estrat\u00e9gia para sobreviver \u00e0 seca"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudo liderado por pesquisadores da UFMG, da Universidade de Oxford e do <a href=\"https:\/\/www.biodiv.com.br\/\">Centro de Conhecimento em Biodiversidade (INCT\/CNPq\/MCTI)<\/a> revela que a Floresta Amaz\u00f4nica vem mudando seu funcionamento nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas. A pesquisa indica que a vegeta\u00e7\u00e3o est\u00e1 se tornando mais tolerante \u00e0 seca, como resposta direta ao aumento do calor e da escassez de \u00e1gua. Ao revelar esses sinais precoces de transforma\u00e7\u00e3o, a ci\u00eancia ajuda a antecipar riscos e orientar a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o para evitar perdas irrevers\u00edveis na maior floresta tropical do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa mostra que as mudan\u00e7as s\u00e3o mais evidentes no sul e no leste da Amaz\u00f4nia, regi\u00f5es historicamente mais castigadas pelo estresse clim\u00e1tico recente. Nessas \u00e1reas espec\u00edficas da bacia, a floresta apresenta hoje um comportamento mais est\u00e1vel durante a esta\u00e7\u00e3o seca, quando observada por sensores de sat\u00e9lites. Esse padr\u00e3o est\u00e1 associado a plantas com folhas consideradas mais duras e resistentes, caracter\u00edsticas t\u00edpicas de vegeta\u00e7\u00e3o adaptada a ambientes \u00e1ridos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Riscos da adapta\u00e7\u00e3o e metodologia de pesquisa<\/strong><br>Embora possa aumentar a resist\u00eancia \u00e0 falta de \u00e1gua, essa resist\u00eancia gera custos como menor produtividade e redu\u00e7\u00e3o na absor\u00e7\u00e3o de carbono, importante para mitigar os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Al\u00e9m disso, essas transforma\u00e7\u00f5es no funcionamento das plantas e da floresta podem elevar o risco de inc\u00eandios em regi\u00f5es vulner\u00e1veis. \u201cIdentificamos um sinal claro de mudan\u00e7a funcional da floresta que pode servir como alerta precoce sobre a perda de resili\u00eancia frente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d, afirma o professor do ICB Milton Barbosa, um dos autores do estudo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise mostra, tamb\u00e9m, que o impacto vai al\u00e9m do desmatamento. A pesquisa combinou medi\u00e7\u00f5es em campo de milhares de \u00e1rvores com 40 anos de dados de imagens de sat\u00e9lite em nove pa\u00edses. Essa integra\u00e7\u00e3o de dados transformou observa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas da Terra em uma ferramenta poderosa para monitorar riscos e adapta\u00e7\u00f5es emergentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAo integrar dados de campo e sat\u00e9lites, transformamos observa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas em ferramenta poderosa para monitorar riscos e adapta\u00e7\u00f5es emergentes na Amaz\u00f4nia\u201d, explica Geraldo Wilson Fernandes, professor do Departamento de Gen\u00e9tica, Ecologia e Evolu\u00e7\u00e3o no Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas (ICB) da UFMG e coordenador do Centro de Conhecimento em Biodiversidade e tamb\u00e9m autor do estudo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"medium\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/app\/uploads\/2026\/02\/IMG_6371-640x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"Rio na regi\u00e3o da Amaz\u00f4nia, com reflexos do c\u00e9u.\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Pesquisadores observaram mudan\u00e7as mais evidentes no sul e no leste da Amaz\u00f4nia\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tPesquisadores observaram mudan\u00e7as mais evidentes no sul e no leste da Amaz\u00f4nia\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Geraldo Wilson Fernandes | UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Impactos na biodiversidade e seguran\u00e7a humana<\/strong><br>O m\u00e9todo utilizado na pesquisa detectou sinais sutis que indicam que o estresse j\u00e1 est\u00e1 gravado na floresta. Os autores afirmam que os resultados n\u00e3o mostram uma convers\u00e3o imediata da Amaz\u00f4nia em paisagem aberta, mas o sinal de alerta \u00e9 preocupante porque essas mudan\u00e7as afetam toda a teia de vida, desde insetos e aves at\u00e9 grandes mam\u00edferos que dependem do equil\u00edbrio do ecossistema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o grupo de pesquisadores, uma vez que os seres humanos fazem parte dessa rede, a estabilidade do clima e a disponibilidade de \u00e1gua est\u00e3o diretamente relacionadas \u00e0 integridade da floresta. Eles concluem que a ci\u00eancia busca transformar os alertas em conhecimento para orientar pol\u00edticas p\u00fablicas, pois a produ\u00e7\u00e3o de alimentos e a seguran\u00e7a das popula\u00e7\u00f5es dependem de decis\u00f5es informadas e de uma conserva\u00e7\u00e3o efetiva baseada em evid\u00eancias.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo refor\u00e7a, ainda, que h\u00e1 tempo h\u00e1bil para agir, mas a a\u00e7\u00e3o exige monitoramento cont\u00ednuo e a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o urgentes. A preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade amaz\u00f4nica \u00e9 essencial para evitar que esses sinais iniciais evoluam para transforma\u00e7\u00f5es funcionais irrevers\u00edveis. Assim, estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o devem ser priorizadas para garantir que a floresta continue exercendo seu papel vital no equil\u00edbrio global.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"featured_media":17278,"template":"","class_list":["post-17277","news","type-news","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news\/17277","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17278"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17277"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}