{"id":5067,"date":"2025-07-24T11:51:00","date_gmt":"2025-07-24T14:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/?post_type=news&#038;p=5067"},"modified":"2025-09-29T09:15:23","modified_gmt":"2025-09-29T12:15:23","slug":"opiniao-peruacu-patrimonio-da-humanidade-e-cenario-de-pesquisas-arqueologicas-da-ufmg","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/comunicacao\/noticias\/opiniao\/opiniao-peruacu-patrimonio-da-humanidade-e-cenario-de-pesquisas-arqueologicas-da-ufmg\/","title":{"rendered":"Perua\u00e7u: patrim\u00f4nio da humanidade e cen\u00e1rio de pesquisas arqueol\u00f3gicas da UFMG"},"content":{"rendered":"\n<p>O c\u00e2nion do rio Perua\u00e7u, localizado no Parque Nacional Cavernas do Perua\u00e7u, no extremo norte de Minas Gerais, foi reconhecido como Patrim\u00f4nio Mundial Natural da Humanidade pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco). O t\u00edtulo foi anunciado no \u00faltimo dia 13 de julho, em Paris, Fran\u00e7a, na 47\u00aa reuni\u00e3o do Comit\u00ea de Patrim\u00f4nio Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Os crit\u00e9rios de reconhecimento s\u00e3o baseados principalmente na&nbsp;relev\u00e2ncia natural, geol\u00f3gica e geomorfol\u00f3gica do c\u00e2nion, mas tamb\u00e9m levam em conta sua&nbsp;dimens\u00e3o cultural, seja por causa das pesquisas arqueol\u00f3gicas que remontam ao final do per\u00edodo Pleistoceno, por volta de 13000 AP (Antes do Presente), quando viveram os primeiros habitantes da regi\u00e3o, seja em raz\u00e3o da presen\u00e7a do povo ind\u00edgena Xacriab\u00e1 e das comunidades atuais, incluindo os quilombolas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Vale do Rio Perua\u00e7u abriga um dos carstes tropicais mais expressivos do Brasil. Sua paisagem, composta de cavernas, c\u00e2nions, dolinas e outras fei\u00e7\u00f5es c\u00e1rsticas, \u00e9 refer\u00eancia para estudos sobre a evolu\u00e7\u00e3o de paisagens tropicais. Pesquisas desenvolvidas na regi\u00e3o geram dados importantes sobre processos geol\u00f3gicos e ambientais do Quatern\u00e1rio, contribuindo para a ci\u00eancia e para a conserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio natural.<\/p>\n\n\n\n<p>O t\u00edtulo traz&nbsp;v\u00e1rias implica\u00e7\u00f5es para o vale e suas popula\u00e7\u00f5es, tanto por proporcionar maior visibilidade ao patrim\u00f4nio natural e cultural, quanto por refor\u00e7ar o compromisso do Brasil com a coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, a preserva\u00e7\u00e3o ambiental e cultural, mantendo e criando novos gatilhos que garantam a preserva\u00e7\u00e3o desses contextos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>O Vale do Rio Perua\u00e7u abriga um dos carstes tropicais mais expressivos do Brasil. Sua paisagem, composta de cavernas, c\u00e2nions, dolinas e outras fei\u00e7\u00f5es c\u00e1rsticas, \u00e9 refer\u00eancia para estudos sobre a evolu\u00e7\u00e3o de paisagens tropicais.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O local abriga uma diversidade de ecossistemas \u2013&nbsp;Mata Atl\u00e2ntica, Cerrado e Caatinga \u2013&nbsp;sustentada&nbsp;por diferentes substratos rochosos, que d\u00e3o origem a floras particulares, as quais, por sua vez, sustentam faunas espec\u00edficas associadas a cada bioma. A evolu\u00e7\u00e3o c\u00e1rstica na regi\u00e3o resultou em um c\u00e2nion de aproximadamente 17 quil\u00f4metros de extens\u00e3o e profundidades que chegam a 200 metros, al\u00e9m de grutas com mais de 5 quil\u00f4metros de desenvolvimento, 100 metros de altura, como \u00e9 o caso da Gruta do Janel\u00e3o, situada dentro do Parque e aberta \u00e0 visita\u00e7\u00e3o tur\u00edstica. Os setores abrigados somam muito mais que centenas, grande parte deles com presen\u00e7a de vest\u00edgios de ocupa\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisadores do Setor de Arqueologia do Museu de Hist\u00f3ria Natural e Jardim Bot\u00e2nico da UFMG trabalham na bacia do Rio Perua\u00e7u desde o in\u00edcio dos anos 1980. Durante muito tempo,&nbsp;a atua\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o contou com a parceria da Miss\u00e3o Franco-brasileira. Atualmente, a UFMG desenvolve projetos interdisciplinares no local, envolvendo pesquisadores de diversas \u00e1reas \u2013&nbsp;bot\u00e2nica, arqueologia, geografia, geomorfologia, zooarqueologia, entre outras \u2013, com apoio de ag\u00eancias de fomento como a Fapemig e o CNPq e recursos oriundos de emendas parlamentares. Atualmente, h\u00e1 dois projetos principais em andamento: as escava\u00e7\u00f5es do Abrigo do Malhador, em conjunto com pesquisadores da USP, e na Lapa da Hora, com fomento da Fapemig e de emenda parlamentar federal.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"336\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/app\/uploads\/2025\/08\/Abrigo-do-Malhador-336x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Pesquisador em trabalho de campo no Abrigo do Malhador\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tPesquisador em trabalho de campo no Abrigo do Malhador\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: acervo Opar\u00e1-Latel \/ UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p>O papel das pesquisas arqueol\u00f3gicas no norte do estado tem sido fundamental para o desenvolvimento da arqueologia brasileira. Elas t\u00eam gerado conhecimento sobre quest\u00f5es que abrangem as doen\u00e7as que afetavam os grupos que viviam no local, h\u00e1bitos alimentares, as plantas que domesticaram, os temas escolhidos para ser&nbsp;reproduzidos nas paredes do c\u00e2nion e os materiais com base nos quais foram produzidas&nbsp;as tintas. Os estudos tamb\u00e9m abordam os tipos de rocha selecionados para a produ\u00e7\u00e3o dos instrumentos, os tipos de instrumentos que, de fato, foram produzidos, as t\u00e9cnicas escolhidas para a confec\u00e7\u00e3o dos objetos cer\u00e2micos, al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de um grande conjunto de data\u00e7\u00f5es radiocarb\u00f4nicas que confirmam as ocupa\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o no final do per\u00edodo Pleistoc\u00eanico. Esse conjunto de estudos apresenta resultados que permitem discutir a chegada dos grupos humanos na Am\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Quais s\u00e3o os principais resultados das pesquisas arqueol\u00f3gicas da UFMG no vale do rio Perua\u00e7u nos \u00faltimos 40 anos? O primeiro deles talvez seja a gera\u00e7\u00e3o das dezenas de datas em carbono-14, as quais situam as primeiras ocupa\u00e7\u00f5es humanas no setor por volta de 13000 Antes do Presente. Elas tamb\u00e9m&nbsp;demonstram claramente&nbsp;uma ocupa\u00e7\u00e3o de longa dura\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que, desde esse per\u00edodo at\u00e9 a chegada dos europeus na regi\u00e3o, no s\u00e9culo 18, quando as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas foram praticamente exterminadas e&nbsp;o c\u00e2nion foi sistematicamente ocupado, como indicam os milhares de dados provenientes das escava\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios s\u00edtios do setor ao longo de toda a estratigrafia.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto importante dessa longa ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 a domestica\u00e7\u00e3o de plantas, ocorrida por volta de 1500 AP. Entre as esp\u00e9cies domesticadas, destaca-se o milho, alimento fundamental para as popula\u00e7\u00f5es americanas. De acordo com o pesquisador F\u00e1bio de Oliveira Freitas, da Embrapa, as an\u00e1lises gen\u00e9ticas realizadas em amostras exumadas em escava\u00e7\u00f5es da UFMG nos anos 1990, na Lapa da Hora, indicaram caracter\u00edsticas muito primitivas, pr\u00f3ximas da planta original, presente no M\u00e9xico. Ou seja, \u00e9 a mais distante amostra com caracter\u00edsticas primitivas da planta original. Isso implica novas hip\u00f3teses para as quest\u00f5es da domestica\u00e7\u00e3o do milho na Am\u00e9rica do Sul, indicando que os grupos passados manejaram e fixaram determinadas caracter\u00edsticas que originaram as ra\u00e7as de milhos atuais e subatuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses exemplares foram encontrados em estruturas vegetais enterradas nos s\u00edtios arqueol\u00f3gicos, juntamente com outras plantas, muito provavelmente&nbsp;em forma de oferendas, pois acompanhavam sepultamentos e grafismos rupestres, dentro do espa\u00e7o confinado dos abrigos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>As pesquisas&nbsp;revelam n\u00e3o apenas a perman\u00eancia desses grupos em seu interior ao longo de&nbsp;mil\u00eanios, mas tamb\u00e9m a profunda intera\u00e7\u00e3o que estabeleceram com o&nbsp;ambiente, uma rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica que se refletiu em pr\u00e1ticas de subsist\u00eancia,&nbsp;produ\u00e7\u00e3o material e simbolismo.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Os grafismos rupestres do c\u00e2nion s\u00e3o outro aspecto importante das pesquisas e indicam um conhecimento profundo de rochas como a hematita, a goetita e o mangan\u00eas, que serviram de base para a produ\u00e7\u00e3o das tintas. Os temas e as cores tamb\u00e9m oferecem um vislumbre de como esses grupos se percebiam no mundo e como se&nbsp;relacionavam&nbsp;com os espa\u00e7os f\u00edsicos que percorriam e vivenciavam. A complexidade das combina\u00e7\u00f5es de cores \u2013 vermelha, amarela, preta \u2013 para compor figuras e&nbsp;a transforma\u00e7\u00e3o de certos elementos de uma imagem na composi\u00e7\u00e3o de outra&nbsp;s\u00e3o exemplos das impress\u00f5es deixadas nesses espa\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, entre os instrumentos em pedra lascada, se sobressai o plano-convexo:&nbsp;realizado sobre lascas mais alongadas, por vezes espessas, ele tem, como indica o nome,&nbsp;uma face plana&nbsp;oposta a outra convexa, al\u00e9m de dois gumes paralelos e muito eficazes. Esse instrumento&nbsp;aparece com as primeiras popula\u00e7\u00f5es e desaparece quando elas s\u00e3o dizimadas, o que&nbsp;demonstra&nbsp;um longo caminho de estabilidade e, muito provavelmente, de efic\u00e1cia.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"medium\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/app\/uploads\/2025\/08\/Escavacoes-no-Abrigo-Malhador-640x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Escava\u00e7\u00f5es no Abrigo do Malhador no conjunto de cavernas do Vale do Perua\u00e7u, palco de estudos que contribuem para compreender a chegada do homem \u00e0s Am\u00e9ricas\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tEscava\u00e7\u00f5es no Abrigo do Malhador no conjunto de cavernas do Vale do Perua\u00e7u, palco de estudos que contribuem para compreender a chegada do homem \u00e0s Am\u00e9ricas\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tFoto: Acervo Opar\u00e1-Latel \/ UFMG\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p>Esse conjunto de informa\u00e7\u00f5es indica uma estabilidade dessas popula\u00e7\u00f5es passadas dentro do Vale do Rio Perua\u00e7u, demonstrando seus conhecimentos e suas rela\u00e7\u00f5es est\u00e1veis com o contexto ecol\u00f3gico e geomorfol\u00f3gico da regi\u00e3o. As pesquisas revelam n\u00e3o apenas a perman\u00eancia desses grupos em seu interior ao longo de mil\u00eanios, mas tamb\u00e9m a profunda intera\u00e7\u00e3o que estabeleceram com o ambiente, uma rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica que se refletiu em pr\u00e1ticas de subsist\u00eancia, produ\u00e7\u00e3o material e simbolismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os registros arqueol\u00f3gicos, que revelam os vest\u00edgios dessas antigas ocupa\u00e7\u00f5es, tornaram-se parte de um patrim\u00f4nio que se projeta para o mundo, reconhecido por seu valor universal excepcional. Esse legado \u00e9 preservado e comunicado por meio da unidade de conserva\u00e7\u00e3o, o Parque Nacional Cavernas do Perua\u00e7u, e pelas iniciativas comunit\u00e1rias que transformam o conhecimento acumulado em experi\u00eancias compartilhadas, como as visitas guiadas, a arte local e os empreendimentos de economia solid\u00e1ria \u2013&nbsp;como o Armaz\u00e9m do Vale, que possibilitou a forma\u00e7\u00e3o de uma rede de mulheres que exp\u00f5em e comercializam os seus produtos. Cabe ressaltar&nbsp;que a UFMG tamb\u00e9m exerce papel importante nessa frente social e comunit\u00e1ria, por meio dos projetos de extens\u00e3o que contribuem para aprimorar a forma\u00e7\u00e3o dos guias do parque, ampliando seu conhecimento sobre quest\u00f5es geol\u00f3gicas, geomorfol\u00f3gicas e arqueol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Vale do Rio Perua\u00e7u, em sua monumental paisagem c\u00e1rstica, \u00e9 um vale de mem\u00f3rias ancestrais que emergem das rochas gravadas e dos solos escavados, mas que seguem vivas nas pr\u00e1ticas sociais e culturais atuais. Esse cen\u00e1rio grandioso e simb\u00f3lico justifica plenamente o reconhecimento internacional recebido, afirmando o Perua\u00e7u como um territ\u00f3rio de longa dura\u00e7\u00e3o, onde natureza e cultura se entrela\u00e7am de forma indissoci\u00e1vel e potente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Maria Jacqueline Rodet, professora do Departamento de Antropologia e Arqueologia da Fafich,&nbsp;e F\u00e1bio de Oliveira, docente do Departamento de Geografia do&nbsp;IGC)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"featured_media":5070,"template":"","class_list":["post-5067","news","type-news","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news\/5067","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5070"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5067"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}