{"id":6586,"date":"2025-06-26T13:36:44","date_gmt":"2025-06-26T16:36:44","guid":{"rendered":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/?post_type=news&#038;p=6586"},"modified":"2025-08-29T13:38:25","modified_gmt":"2025-08-29T16:38:25","slug":"livro-investiga-urbanizacao-brasileira-dos-seculos-19-e-20","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/comunicacao\/noticias\/pesquisa-e-inovacao\/livro-investiga-urbanizacao-brasileira-dos-seculos-19-e-20\/","title":{"rendered":"Livro investiga urbaniza\u00e7\u00e3o brasileira dos s\u00e9culos 19 e 20"},"content":{"rendered":"\n<p>Doutora em Geografia pela UFMG, Al\u00edcia Duarte Penna lan\u00e7a nesta semana em Belo Horizonte o livro\u00a0<em><a href=\"https:\/\/www.editoraufmg.com.br\/?codigo_produto=1381#\/pages\/obra\/1053\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A cidade brasileira entre os s\u00e9culos XIX e XX: periferias e centros, pobrezas e riquezas<\/a><\/em>, publicado pela Editora UFMG. Na obra, a professora busca se aproximar especialmente das classes marginalizadas, por vezes esquecidas como fundantes das cidades brasileiras. Em sua an\u00e1lise, ela revisita \u2013 entre bairros prolet\u00e1rios e vilas oper\u00e1rias, favelas e corti\u00e7os, quando n\u00e3o senzalas \u2013 a urbaniza\u00e7\u00e3o brasileira dos \u00faltimos s\u00e9culos como processo catalisador de transforma\u00e7\u00f5es sociais. O livro ser\u00e1 lan\u00e7ado\u00a0neste s\u00e1bado, 28, \u00e0s 11h30, na Livraria Scriptum, que fica na rua Fernandes Tourinho, 99, na Savassi.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"small\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1\" height=\"1\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/app\/uploads\/2025\/08\/89b35f45ecb836b434c745b919a92c51_17508850420911_617307570.png\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"'Na cidade brasileira entre os s\u00e9culos XIX e XX', livro de Al\u00edcia Duarte Penna publicado pela Editora UFMG\n\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\t&#8216;Na cidade brasileira entre os s\u00e9culos XIX e XX&#8217;, livro de Al\u00edcia Duarte Penna publicado pela Editora UFMG\n\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tReprodu\u00e7\u00e3o de capa\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p>Na obra, Alicia Penna analisa o processo de urbaniza\u00e7\u00e3o vivido por seis cidades brasileiras \u2013 Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e S\u00e3o Paulo \u2013 ao longo de 150 anos. Diferentemente das abordagens mais tradicionais da geografia e da hist\u00f3ria (que, na opini\u00e3o da autora, tendem a ser prec\u00e1rias e mais fragment\u00e1rias, concentrando-se ora no espa\u00e7o perif\u00e9rico, ora no espa\u00e7o central), Al\u00edcia faz&nbsp;uma abordagem mais abrangente da tem\u00e1tica, visando \u201creencontrar o tempo no espa\u00e7o e atrav\u00e9s dele\u201d, como Al\u00edcia anota na obra. \u201cO livro traz uma perspectiva diferente, pode-se dizer inovadora, ao processo de urbaniza\u00e7\u00e3o brasileiro\u201d, escreve Heloisa Soares de Moura Costa na introdu\u00e7\u00e3o do volume. Professora do Departamento de Geografia do Instituto de Geoci\u00eancias (IGC) da UFMG, Heloisa orientou a tese de doutorado de Al\u00edcia, que deu origem ao livro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse \u2018novo olhar\u2019 refere-se \u00e0 tentativa de aproxima\u00e7\u00e3o daquelas realidades urbanas pret\u00e9ritas, do que resultou uma nova periodiza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria de nossas cidades entre os s\u00e9culos XIX e XX, n\u00e3o mais estabelecida segundo a economia e a pol\u00edtica (que nos deram per\u00edodos conhecidos como, por exemplo, cidade colonial ou cidade republicana), mas segundo o que funde economia e pol\u00edtica: o espa\u00e7o\u201d, explica a autora em entrevista ao Portal UFMG. \u201cN\u00e3o trato exclusivamente das periferias, pois, para mim, somente as podemos enxergar diante dos centros, e vice-versa. Ali\u00e1s, o surgimento disso que se chama comumente \u2018periferia\u2019 \u00e9 precisado no livro\u201d, ela conta. Partindo da premissa marxista de que a sensibilidade \u00e9 a base da ci\u00eancia, a autora ent\u00e3o atribui \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o a dimens\u00e3o tr\u00e1gica que lhe \u00e9 pr\u00f3pria, evitando&nbsp;investigar as desigualdades sociais de forma abstrata, isto \u00e9, \u201ccomo se n\u00e3o nos tocassem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Constru\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o social das cidades<\/strong><br>No primeiro dos tr\u00eas&nbsp;cap\u00edtulos do livro,&nbsp;Al\u00edcia Penna&nbsp;analisa as particularidades e semelhan\u00e7as de cada metr\u00f3pole e discute como as desigualdades socioespaciais s\u00e3o percebidas n\u00e3o apenas internamente, mas entre as pr\u00f3prias cidades. \u201cQualquer hist\u00f3ria, dentro e durante os capitalismos, n\u00e3o transcorre igualmente. H\u00e1 estruturas intraurbanas ainda vigentes em cidades n\u00e3o centrais que foram experimentadas por metr\u00f3poles h\u00e1 mais de 50 anos. Para que algumas se adiantem, digamos assim, outras se atrasam\u201d, ela explica. A fala de Al\u00edcia vai ao encontro da realidade percebida durante a pesquisa: as diferentes cidades n\u00e3o foram abordadas em semelhante medida pelo discurso hist\u00f3rico, visto que a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e bibliogr\u00e1fica tamb\u00e9m obedece \u00e0 l\u00f3gica centros-periferias, concentradas no eixo Rio-S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia tamb\u00e9m:&nbsp;<a href=\"https:\/\/ufmg.br\/comunicacao\/noticias\/pesquisadora-garimpa-fotos-que-contam-uma-historia-insurgente-de-bh\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&#8216;Quem v\u00ea cara n\u00e3o v\u00ea ancestralidade&#8217;: pesquisadora&nbsp;garimpa fotos que contam uma hist\u00f3ria &#8216;insurgente&#8217; de BH<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/ufmg.br\/comunicacao\/noticias\/pesquisadora-garimpa-fotos-que-contam-uma-historia-insurgente-de-bh\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a>No segundo cap\u00edtulo, a autora cria uma imagem de cidade por meio de lembran\u00e7as encobertas pela hist\u00f3ria oficial, mas presentes em literatura, fotos \u2013 todas extra\u00eddas de fontes secund\u00e1rias \u2013 e em registros da mem\u00f3ria oral. Esse conjunto de imagens e relatos ajuda a mostrar como, no decorrer dos s\u00e9culos, foi privilegiado o \u201cfazer hist\u00f3ria\u201d das classes de alta renda, ao passo que se negligenciava&nbsp;o \u201cfazer hist\u00f3ria\u201d pr\u00f3prio dos bairros pobres. Por fim, no terceiro cap\u00edtulo, composto como uma s\u00edntese dos anteriores, Al\u00edcia discute o modo como os corpos viventes das cidades resultam como produto de uma \u201cforma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mico-social-ideol\u00f3gica-espa\u00e7otemporal\u201d. Sob essa perspectiva, suas reflex\u00f5es ajudam a compreender a configura\u00e7\u00e3o da sociedade contempor\u00e2nea, ainda marcada pelas rela\u00e7\u00f5es de dom\u00ednio, hierarquia e apropria\u00e7\u00e3o socioespacial.<\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"medium\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/app\/uploads\/2025\/08\/81de5d7c00352be49442baaedee29f20_17509639162486_12774147-640x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Al\u00edcia Penna: leitora-interpretadora, 'sens\u00edvel tanto aos textos quanto ao mundo, incluindo que est\u00e1 nele'\n\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tAl\u00edcia Penna: leitora-interpretadora, &#8216;sens\u00edvel tanto aos textos quanto ao mundo, incluindo que est\u00e1 nele&#8217;\n\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tPaulo Schmidt | divulga\u00e7\u00e3o\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Poeta urbanista<\/strong><br>Nascida em Belo Horizonte, Al\u00edcia Duarte Penna graduou-se em Arquitetura pela UFMG em 1987 e fez mestrado e doutorado em Geografia no Instituto de Geoci\u00eancias (IGC) da Universidade,&nbsp;sempre sob a orienta\u00e7\u00e3o da professora Heloisa Soares de Moura Costa. Para Al\u00edcia,&nbsp;<em>Na cidade brasileira entre os s\u00e9culos XIX e XX: periferias e centros, pobrezas e riquezas<\/em>&nbsp;\u00e9 uma esp\u00e9cie de&nbsp;corol\u00e1rio de sua carreira como professora de urbanismo na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais (PUC Minas).<\/p>\n\n\n\n<p>A professora tamb\u00e9m tem carreira na literatura. Como escritora, ela publicou, entre outros,&nbsp;<em>Duo terno e gravata<\/em>&nbsp;(independente, 1984),&nbsp;<em>Quarenta e dez poemas<\/em>&nbsp;(Scriptum, 2012) e&nbsp;<em>Origem-destino<\/em>&nbsp;(Impress\u00f5es de Minas, 2023). Para Al\u00edcia, n\u00e3o h\u00e1 como dissociar o ser poeta do seu lado urbanista. \u201cAcho que tanto como poetas quanto como pesquisadoras (e n\u00e3o sou a \u00fanica), somos leitoras-interpretadoras, sens\u00edveis tanto aos textos quanto ao mundo, incluindo quem est\u00e1 nele\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Livro<\/strong>:&nbsp;<em><a href=\"https:\/\/www.editoraufmg.com.br\/?codigo_produto=1381#\/pages\/obra\/1053\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Na cidade brasileira entre os s\u00e9culos XIX e XX: periferias e centros, pobrezas e riquezas<\/a><\/em><br><strong>Autora<\/strong>: Al\u00edcia Duarte Penna<br>Editora UFMG<br>281 p\u00e1ginas | R$ 80<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"template":"","class_list":["post-6586","news","type-news","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news\/6586","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6586"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}