{"id":6893,"date":"2025-06-30T09:28:04","date_gmt":"2025-06-30T12:28:04","guid":{"rendered":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/?post_type=news&#038;p=6893"},"modified":"2025-09-03T09:39:44","modified_gmt":"2025-09-03T12:39:44","slug":"sessoes-publicas-e-exposicao-marcam-defesa-dos-direitos-dos-povos-indigenas","status":"publish","type":"news","link":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/comunicacao\/noticias\/extensao\/sessoes-publicas-e-exposicao-marcam-defesa-dos-direitos-dos-povos-indigenas\/","title":{"rendered":"Sess\u00f5es p\u00fablicas e exposi\u00e7\u00e3o marcam defesa dos direitos dos povos ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"\n<p>A Pr\u00f3-reitoria de Extens\u00e3o da UFMG (Proex) e a Universidade dos Direitos Humanos (UDH) v\u00e3o promover, nesta semana, duas sess\u00f5es p\u00fablicas: uma dedicada \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de casos de viola\u00e7\u00e3o de direitos dos povos ind\u00edgenas acompanhados pela UDH; outra dedicada \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o do Programa de Extens\u00e3o Direitos Humanos, Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade Yanomami e Ye&#8217;kwana. O encontro ser\u00e1 na quarta, dia 2, a partir das 14h, no audit\u00f3rio da Reitoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ter\u00e7a, dia 1\u00ba, \u00e0s 17h, ser\u00e1 aberta a exposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>Mundos ind\u00edgenas<\/em>, no mezanino da Reitoria. Montada em 2019, no Espa\u00e7o do Conhecimento UFMG, a mostra passa a ser itinerante na Universidade. A inaugura\u00e7\u00e3o ter\u00e1 a presen\u00e7a dos curadores dos povos Yanomami, Ye\u2019kwana, Maxakali, Xakriab\u00e1 e Pataxoop, entre eles Davi Kopenawa, C\u00e9lia Xacriab\u00e1 e Isael Maxakali.<\/p>\n\n\n\n<p>Os casos de viola\u00e7\u00e3o acompanhados pela UDH de 2021 a 2023 ser\u00e3o apresentados por lideran\u00e7as e representantes dos povos atingidos \u2013 Xakriab\u00e1, Aldeia Barreiro Preto (2021), Maxakali, Aldeia-Escola-Floresta (2021), Yanomami e Ye\u2019kwana (2023) \u2013, e tamb\u00e9m pelos&nbsp;parceiros, docentes e pesquisadores da UFMG que estiveram nos territ\u00f3rios para acompanhamento dos casos. A proposta \u00e9 compartilhar solu\u00e7\u00f5es elaboradas em parceria com a\u00e7\u00f5es da UFMG e que colaboraram para a supera\u00e7\u00e3o do quadro de viol\u00eancia. Ser\u00e3o apresentados tamb\u00e9m os desdobramentos e atividades que vieram&nbsp;ap\u00f3s a supera\u00e7\u00e3o da fase inicial de cada caso.<\/p>\n\n\n\n<p>O Programa de Extens\u00e3o Direitos Humanos, Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade Yanomami e Ye&#8217;kwana ser\u00e1 apresentado \u00e0 comunidade acad\u00eamica e convidados, assim a como proposi\u00e7\u00e3o do Grupo Yanomami e Ye\u2019kwana de Acompanhamento e Consulta do Programa. O programa de extens\u00e3o \u00e9 composto dos projetos&nbsp;<em>Direitos humanos na Terra Ind\u00edgena Yanomami&nbsp;<\/em>(UDH),&nbsp;<em>Forma\u00e7\u00e3o continuada de professores e Magist\u00e9rio T\u00e9cnico no Territ\u00f3rio Etnoeducacional Yanomami\/Ye\u2019kwana<\/em>&nbsp;(Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o),&nbsp;<em>Espa\u00e7os comunit\u00e1rios de saberes, cultura e bem-viver Yanomami&nbsp;<\/em>(Escola de Arquitetura) e&nbsp;<em>Redes de cuidado na Terra Ind\u00edgena Yanomami&nbsp;<\/em>(Escola de Enfermagem).<\/p>\n\n\n\n<p>A diretora da UDH, professora Maria Guiomar Frota, destaca que o evento \u00e9 parte da rica trajet\u00f3ria de di\u00e1logos e articula\u00e7\u00f5es entre a UFMG e os povos ind\u00edgenas em defesa dos direitos humanos. \u201cDessas articula\u00e7\u00f5es resultaram m\u00faltiplas atividades na extens\u00e3o, ensino e pesquisa. Como marco, relembro a confer\u00eancia de abertura dos 95 anos da UFMG, proferida por Ailton Krenak e Davi Kopenawa, que teve como desdobramento principal, em 2023, a cria\u00e7\u00e3o da Rede interdisciplinar organizada pela UDH\/PROEX e pela FaE para atuar no territ\u00f3rio nas \u00e1reas de direitos humanos, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade. Os resultados dos trabalhos da rede ser\u00e3o avaliados nesse evento, bem como as perspectivas de continuidade do trabalho\u201d, explica a docente da Escola de Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o (ECI).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o agora itinerante<\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\t<figure data-size=\"medium\"\n\t\tclass=\"group space-y-2 data-[size=small]:w-[21rem] sm:data-[size=medium]:w-[40rem] lg:data-[size=small]:float-left lg:data-[size=small]:mr-8 mx-auto\">\n\t\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"445\" src=\"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/app\/uploads\/2025\/09\/4fef9bb301bea99a92faa3d2d8b8f8bf_17510541793951_34615671-640x445.jpg\" class=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] group-data-[size=small]:h-[29.75rem] sm:group-data-[size=medium]:w-[40rem] sm:group-data-[size=small]:h-[27.8125rem] lg:group-data-[size=medium]:h-[27.8125rem] group-data-[size=large]:w-full group-data-[size=large]:h-[9.875rem] md:group-data-[size=large]:h-[27.8125rem] rounded object-fill\" alt=\"\" \/>\t\t\t\t<div\n\t\t\tclass=\"group-data-[size=small]:w-[21rem] px-3 pt-3 pb-6 md:px-6 group-data-[size=small]:px-3 text-neutral-300 text-xs md:text-sm\">\n\t\t\t<figcaption title=\"Sala da exposi\u00e7\u00e3o 'Mundos ind\u00edgenas'\n\" class=\"block line-clamp-4 md:line-clamp-3\">\n\t\t\t\tSala da exposi\u00e7\u00e3o &#8216;Mundos ind\u00edgenas&#8217;\n\t\t\t<\/figcaption>\n\t\t\t<cite\n\t\t\t\tclass=\"relative block not-italic after:absolute after:left-0 after:right-0 after:-bottom-3 after:h-px after:bg-neutral-100\">\n\t\t\t\tdivulga\u00e7\u00e3o | Espa\u00e7o do Conhecimento\t\t\t<\/cite>\n\t\t<\/div>\n\t<\/figure>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>Mundos ind\u00edgenas<\/em>&nbsp;poder\u00e1 ser visitada no mezanino da Reitoria de 2 de julho a 15 de dezembro. A curadoria da mostra foi feita por Davi Kopenawa e Joseca Yanomami; J\u00falio Magalh\u00e3es Ye\u2019kwana e Viviane Rocha Ye\u2019kwana; Vicente Xakriab\u00e1 (in memoriam), Edvaldo Xakriab\u00e1 e C\u00e9lia Xakriab\u00e1; Isael Maxakali e Sueli Maxakali; Kanatyo Pataxoop e Li\u00e7a Pataxoop.<\/p>\n\n\n\n<p>A mostra foi inaugurada em dezembro de 2019 como exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria no segundo andar do Espa\u00e7o do Conhecimento UFMG, na Pra\u00e7a da Liberdade. Fechada no per\u00edodo da pandemia de covid-19, foi reaberta e permaneceu em cartaz at\u00e9 setembro de 2023. &#8220;Diante da pot\u00eancia epist\u00eamica, pol\u00edtica e pedag\u00f3gica experimentada na exposi\u00e7\u00e3o, foi planejada a sua itiner\u00e2ncia e, pouco a pouco, est\u00e1 sendo viabilizada sua continuidade e alguns desdobramentos&#8221;, afirma-se no texto de divulga\u00e7\u00e3o da mostra..<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o, continua o texto, \u201cdesloca-se do museu na cidade para a institucionalidade do campus da UFMG e marca a sua presen\u00e7a como gesto epist\u00eamico em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 pluriversidade\u201d. A partir desta remontagem, por meio do projeto de extens\u00e3o&nbsp;<em>Mundos ind\u00edgenas: projeto para um programa cont\u00ednuo na UFMG&nbsp;<\/em>e da Pr\u00f3-reitoria de Cultura, com recursos advindos da emenda parlamentar da deputada federal&nbsp;C\u00e9lia Xakriab\u00e1, a exposi\u00e7\u00e3o vai envolver os estudantes e pesquisadores ind\u00edgenas da UFMG e convidar ao di\u00e1logo a comunidade acad\u00eamica.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivem hoje no Brasil 305 povos ind\u00edgenas que falam 274 l\u00ednguas diferentes. A popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena no Brasil \u00e9 de 1,7 milh\u00e3o de pessoas, sendo 914.746 moradoras das cidades e 780.090 de aldeias e \u00e1reas rurais espalhadas de Norte a Sul do pa\u00eds,&nbsp;segundo o Censo 2022 do IBGE. \u00c9 rica a diversidade de territ\u00f3rios socioambientais, e a exposi\u00e7\u00e3o tem a curadoria de cinco povos, convidados por estarem presentes&nbsp;na UFMG h\u00e1 mais de 25 anos,&nbsp;como professores, alunos e pesquisadores, na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o e na Faculdade de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas (Fafich).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Disposi\u00e7\u00e3o sens\u00edvel<br><\/strong>Os curadores convidam o p\u00fablico a conhecer seus mundos, que criam e envolvem exist\u00eancias humanas e outras \u2013 como as de plantas, animais e esp\u00edritos \u2013 com quem convivem efetivamente. Ainda segundo o texto de divulga\u00e7\u00e3o, &#8220;aceitar o convite para compreender realidades ind\u00edgenas depende de uma disposi\u00e7\u00e3o sens\u00edvel para experienciar seus mundos sem traduzir ou comparar com a realidade conhecida pelos n\u00e3o ind\u00edgenas. A ideia \u00e9 que se aceite o desafio de entender seus mundos em seus pr\u00f3prios termos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A no\u00e7\u00e3o de mundo tem v\u00e1rios significados. No sentido mais amplo, abarca a dimens\u00e3o concreta de toda a exist\u00eancia, como a no\u00e7\u00e3o de universo significa. Dentro desse universo de seres, objetos e rela\u00e7\u00f5es, h\u00e1 mundos singulares, organizados em torno de intera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. Ou seja, o que se entende como \u201cgrande mundo\u201d cont\u00e9m mundos menores. Mas h\u00e1 outras possibilidades de entender a exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A pluralidade de mundos ind\u00edgenas \u2013 como os aqui apresentados \u2013 revela a possibilidade de outros englobamentos totais, ou a exist\u00eancia de universos, no plural. Os mundos ind\u00edgenas se baseiam em premissas diferentes das que adotam os n\u00e3o ind\u00edgenas para definir o que existe. Cada mundo ind\u00edgena \u00e9 mostrado a partir de um conceito proposto pela curadoria:&nbsp;<em>n\u00eb rop\u00eb, weich\u00f6, corpo-territ\u00f3rio, y\u00e3y h\u00e3 miy e h\u00e3m\u2019kuna\u2019\u00e3 xeka&nbsp;<\/em>(Com os mundos ind\u00edgenas, podemos aprender a coexistir, a interagir com respeito e cuidado. Aprender que existem outros mundos).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A&nbsp;exposi\u00e7\u00e3o foi especialmente&nbsp;relevante porque os povos ind\u00edgenas&nbsp;foram convidados a nos apresentar uma vis\u00e3o de mundo, o&nbsp;conceito&nbsp;central de&nbsp;sua cultura. E agora ela cumpre o&nbsp;importante&nbsp;papel de&nbsp;trazer essa discuss\u00e3o para dentro do campus&#8221;, diz&nbsp;o pr\u00f3-reitor de&nbsp;Cultura, Fernando Mencarelli. &#8220;Tamb\u00e9m acrescentar\u00e1&nbsp;\u00e0 discuss\u00e3o&nbsp;ampliada que h\u00e1 hoje na Universidade&nbsp;sobre&nbsp;as pol\u00edticas para os nossos estudantes ind\u00edgenas e sobre a&nbsp;rela\u00e7\u00e3o da&nbsp;UFMG com os povos ind\u00edgenas, em&nbsp;particular,&nbsp;os&nbsp;que fizeram a curadoria&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A coordena\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o no Espa\u00e7o do Conhecimento foi de Deborah Lima, Ana Maria R. Gomes e Mariana de Oliveira. Ana Maria Gomes, Paulo Maia e Renata Marquez coordenam a mostra nesta nova fase, no campus Pampulha.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":6894,"template":"","class_list":["post-6893","news","type-news","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news\/6893","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/news"}],"about":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/types\/news"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6894"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/150.164.63.212:9000\/portal-novo-test\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6893"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}